St. Stephen’s Tavern

O absurdo é que eu já estava em Londres a cinco dias e não tinha ido em nenhum pub! E não foi por falta de lugar, pub é o que mais tem, mas eu não queria ir a uma franquia genérica ou que precisasse de condução, evitar vexame é sempre bom, né?

Então, depois de um dia que começou com rolê chuvoso e chatíssimo da troca de guarda, melhorou imensamente com visita aos estúdios Abbey Road (onde gastei meu peso em libras comprando discos!), só poderia fechar com chave de ouro em um pub legítimo! Pois muito que bem, depois de uma busca rápida, optamos pelo St. Stephen”s Tavern, que fica atravessando a ponte Westminster, bem em frente ao Big Ben/Torre do Relógio.

Fachada do St. Stephen’s Tavern

Aberto em 1875, a construção imponente de esquina ainda guarda a história de mais de um século na estrutura e decoração. As paredes são forradas de ilustrações antigas, fotos e coleções botânicas. É geralmente frequentado por pessoas de meia idade, famílias e os engravatados do Parlamento, que se amontoam no primeiro piso e na rua equilibrando pints e cigarros.

O segundo andar – ou dinning room – é destinado para quem deseja fazer uma refeição ou prefere beber sem precisar gritar. As mesas são bem próximas e o salão é apertado, mas como as pessoas conversam sem gritar, tudo fica bem aconchegante. Exceto pelos brasileiros barulhentos que tem em TODO LUGAR e tão sempre passando vergonha, mas aí é outra história…

Hamburger e Torta de Carne do St Stephen’s Tavern

Famintas depois de um dia longo, minha irmã e eu fizemos pedidos diferentes: preferi as tradições inglesas com uma torta de carne, enquanto ela escolheu um hamburger com fritas; para beber, cerveja, é claro. Pedimos a Badger, originada nas colinas de Dorset em 1777 e feita com base de lúpulo, malte e água filtrada da nascente; e outros ingredientes que variam sazonalmente.

Badger é a melhor cerveja sim e nada mais importa além da minha opinião

A comida sobe para o segundo andar por um elevador de alimentos – antigo e parecido com o do filme Harriet, a espiã – , que a garçonete confere antes de levar à mesa, junto com as bebidas (estas sobem de escada com a garçonete!).

De massa densa, a torta é recheada com carne em pedaços que desmancham na boca, cenoura e aipo ao molho escuro, vem acompanhada de purê e verduras refogadas e um pouco mais de molho separado. A porção é ENORME e eu – que sou um avestruz sem fundo – não aguentei comer inteira! O hamburger da minha irmã estava ótimo, com batatinhas perfeitas e um bacon que nunca nem vi melhor na vida. É puro confort food pra uma noite fria e chuvosa, como a que fazia naquela quinta-feira. Inclusive, depois de encher a pancinha, bateu um sono tãããão forte que resolvemos voltar para o hotel. Achei que ia voltar engatinhando de bêbada, voltei com soninho de papai do céu. Da próxima vez vou focar no álcool, prometo.

Mais pra frente eu vou compartilhar mais sobre o comportamento das pessoas e coisas que observei, mas só depois de terminar o conteúdo específico dos lugares de comer, que é o que realmente importa.

Imagens: Groselhices / Reprodução

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